REVIEW – Ghetto Zombies: Graffiti Squad diverte de forma inteligente

Ghetto Zombies: Graffiti Squad é um jogo brasileiro desenvolvido pela Fogo Games, publicado pela Nuntius Games com o fomento por meio do Programa de Ação Cultural (ProAC) do Governo do Estado de São Paulo e da Lei Paulo Gustavo, via Ministério da Cultura.

Seu lançamento ocorreu inicialmente em 16 de janeiro de 2026 para PC via loja digital Steam, seguido pelos consoles Xbox One e Xbox Series X|S em 25 de fevereiro. Agora em 27 de agosto foi a vez das plataformas PlayStation 4, PlayStation 5, Nintendo Switch e Nintendo Switch 2 receberem o game.

Minha experiência para avaliar mais esse título nacional foi no PlayStation 5.

A história de Ghetto Zombies: Graffiti Squad é sobre um apocalipse zumbi iniciado na cidade grande que está espalhando o vírus através do sistema de água. O último refúgio se torna a Vila Fundinho, onde os moradores criaram o Esquadrão Z para combater a ameaça.

Ghetto Zombies: Graffiti Squad me entregou uma experiência divertida, descompromissada e o que mais me surpreendeu neste jogo da Fogo Games são as mecânicas de jogabilidade.

Aqui, temos disponíveis Kath, Vini, Fabão e Duda, tendo cada um deles uma linha de atributos únicos, dando utilidade para cada um dos personagens. Eu comecei uma fase com o Fabão, cuja característica é ter mais resistência, porém em determinado momento foi necessário recorrer ao Vini, cujo ponto forte é o controle de grupo.

Essas nuances entre os personagens por si só tornam a experiência muito interessante, porém a possibilidade de evoluir seus atributos deixa tudo muito mais divertido. Durante as fases eliminar os zumbis gera ganho de experiência, sendo possível evoluir o personagem no laboratório do Dr. Vara (uma capivara cientista).

Isso é uma mecânica interessante porque esse tipo de melhoria pode ajudar o seu personagem favorito a ficar mais equilibrado de acordo com o que achar necessário. Entretanto, mesmo que exista essa opção, os outros membros do Esquadrão Z continuam com importância pelas características que oferecem.

O esconderijo da equipe tem um funcionamento interessante por não se limitar a ser apenas um local de gerenciamento do personagem, como também de planejamento estratégico. Nele podemos reabastecer os suprimentos de combate, recuperar energia vital, trocar armamento ou membro do time.

Temos um arsenal muito diferente do esperado quando se precisa sobreviver em um apocalipse zumbi. Portanto, vemos uma pluralidade de armas que vão desde uma pistola de ketchup e mostarda, atiradora de balas de goma até mesmo uma granada de lata de spray.

O conceito das armas tem o tom de humor e diversão, porém o que torna isso excelente é a conexão com elementos da narrativa como a sobrevivência, improviso e a resiliência que considero uma das características mais fortes dos moradores da periferia.

Mesmo tendo um desenvolvimento linear é muito relevante explorar a região da melhor forma possível para encontrar as caçambas. Nelas encontramos as armas malucas, pequenos kits médicos e isso ajuda na sobrevivência durante o avanço. Para abri-las é só ter a quantidade de estrelas necessárias, que podem ser adquiridas derrotando zumbis.

Ghetto Zombies: Graffiti Squad é um jogo brasileiro do gênero shooter top-down disponível para PC e consoles Nintendo, PlayStation e Xbox.
Visual 2.5D valoriza a nostalgia | Créditos: Nuntius Games / Divulgação

A progressão do jogo é muito nostálgica porque lembra aqueles títulos que jogávamos na década de 1990, como Zombies Ate My Neighbors (1993) ou Ghoul Patrol (1994). Em Ghetto Zombies: Graffiti Squad é necessário cumprir um objetivo, no caso realizar grafittis para encontrar a chave do próximo estágio até encontrar o chefão.

O foco é explorar e fortalecer o personagem até alcançar a fase de chefe que encerra o capítulo. Nessas fases com o boss não é necessário exploração, apenas combater dando o seu melhor para seguir em frente na campanha.

O combate tanto dos inimigos, quanto dos chefes entrega uma dificuldade que vai gerar muita diversão, não oferecendo um desafio altamente punitivo. Eu acredito que esse é o ponto mais forte de Ghetto Zombies porque se torna uma opção mais relaxante, se distanciando daqueles títulos que exigem mais a nossa atenção.

Aspectos visuais também são atrativos desse jogo da Fogo Games, desde o design dos personagens que são muito bonitos até a construção dos cenários. A escolha criativa do 2.5D particularmente me agrada porque utiliza a nostalgia como uma ferramenta para tornar a experiência mais aconchegante.

A trilha sonora é uma combinação de gêneros como Rap e Trap, se harmonizando organicamente com a vivência do jogo. É divertido que a batida ganha uma intensidade maior quando enfrentamos os grupos de zumbis, e se acalma na exploração do cenário.

Além disso, a Vila Fundinho com todos os seus elementos é uma excelente referência à cultura periférica brasileira, sendo esse um ambiente convidativo. O cenário, assim como o enredo, é uma excelente reflexão sobre o poder de união e até sobre resistência. Afinal, se os centros periféricos resistem a tanta coisa, o que significa um apocalipse zumbi?

Veredito

Ghetto Zombies: Graffiti Squad é uma experiência casual divertidíssima e com uma leveza pouco encontrada em games. Porém, acredito que verdadeira valência positiva deste jogo é a expressão cultural contida nos elementos visuais e sonoros.

Nossa nota

4,5 / 5,0

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Assista ao trailer:

Ficha técnica de Ghetto Zombies: Graffiti Squad

Lançamento: 16 de janeiro de 2026 (PC), 25 de fevereiro de 2026 (Xbox) e 27 de agosto de 2026 (Nintendo Switch e PlayStation)

Desenvolvido por: Fogo Games

Publicado por: Nuntius Games

Plataformas: PC (via Steam), Nintendo Switch, Nintendo Switch 2, PlayStation 4, PlayStation 5, Xbox One e Xbox Series X|S

Número de jogadores: 1

Gênero: Shoot ‘em Up com Visão Superior

Idiomas: Japonês, Francês, Alemão, Espanhol, Coreano, Russo, Chinês Simplificado, Espanhol Latino-americano, Português Brasileiro, Chinês Tradicional, Inglês Americano

Preços: R$ 19,90 (PlayStation), R$ 19,95 (Xbox) R$ 19,99 (PC e Nintendo Switch)

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