Entrevista | Eric Nam e Lauren Montgomery falam sobre Avatar Aang: O Último Mestre do Ar

Avatar Aang: O Último Mestre do Ar é o novo projeto do Avatar Studios para o universo de uma das maiores franquias do mundo. Disponível no Paramount+, a produção animada conta com os atores Eric Nam, Steven Yeun, Dave Bautista, Jessica Matten, Román Zaragoza e Dionne Quan no elenco principal.

Situada em um período de tempo onde o Time Avatar já está adulto, o filme explora novos acontecimentos e apresenta perigos inéditos para os nossos heróis. Confira a nossa conversa com Eric Nam e Lauren Montgomery, diretora da animação, sobre os desafios dessa produção.

Emerald Corp: Estamos voltando ao mundo de Avatar em um ponto muito diferente da história, com os personagens todos crescidos. E a propósito, eu amei a animação. Eles estão incríveis! Então, eu adoraria saber como vocês abordaram essa nova direção e quais foram os maiores desafios ao fazer este filme

Lauren Montgomery: No final das contas, o maior desafio, eu acho, foi descobrir qual era a história que valia a pena contar neste momento. Também tivemos que encaixá-la entre duas séries que são bem conhecidas, então sabemos o que acontece antes e sabemos o que acontece depois. Portanto, temos que criar uma história que se encaixe nesse intervalo de tempo e que, em última análise, não perturbe o universo e não estrague todos os eventos que vêm depois.

Então, foi realmente um desafio encontrar algo que pudesse ser aquele pequeno “núcleo de bondade” independente para contar. Mas acho que, no final, superamos esse desafio. Sabe, mostrar esses personagens um pouco mais velhos foi mais emocionante do que assustador para mim, porque eu acho que o mais assustador seria tentar colocar esses personagens exatamente nas mesmas idades e sentir que poderíamos fazer algo exatamente ao que foi feito antes.

O fato de eles terem amadurecido nos deu um pouco mais de liberdade, e nos permitiu mostrar que agora eles abordam as coisas de um jeito diferente, o que é esperado quando você passa um tempo crescendo e se tornando novos personagens. Então, é um desafio garantir que esses personagens ainda se sintam como os originais, mas acho que, contanto que a gente siga a essência principal do que eles eram na série, estamos no caminho certo para mim.

Eric Nam: Eu acho que o desafio foi encontrar a voz, mas eu digo isso de uma forma que, tendo assistido à série, eu pensava “ah, ele é uma criança”, e então eu ficava tipo: “não, não, não, este é um homem adulto” e a voz não precisaria ser mais aguda ou mais grave.

É apenas a minha voz, é a voz do Eric, e isso foi algo muito estranho para eu aceitar e foi um pouco, não sei, pareceu estranho. Não sei se você já ouviu sua voz gravada, mas é uma experiência muito estranha. E então, eu acho que aceitar isso e mergulhar nisso foi um desafio.

E o outro desafio é apenas que, em grande parte do processo, não vemos muito do que está acontecendo. Não vemos muitas renderizações ou algo assim. Então é puramente o que está no roteiro, com a Lauren e a Latifa (Ouaou), nossa produtora, na sala, e a gente fica trabalhando e imaginando “ok, você está pulando de uma montanha e então vai dobrar o ar e então um bisão voador virá e te pegará”. Eu penso: “como eu faço isso?” (risos). Então foi desafiador no início, mas graças à direção incrível da Lauren, acho que conseguimos.

Emerald Corp: Eu tenho outra pergunta e é sobre algo que os fãs realmente amam, eu inclusa, que é a dinâmica entre o Time Avatar e como eles estão sempre lá um para o outro. Então, Lauren, quão diferente é abordar esses momentos em um filme em comparação com a série, e foi um desafio equilibrar seus relacionamentos e interações com as cenas de ação?

Lauren Montgomery: Sim, foi um desafio porque sabíamos que, obviamente, as pessoas amam esses personagens. Eles têm um relacionamento tão incrível na série e agora, entrando neste filme onde estamos chegando em um ponto diferente no tempo, eles voltaram para suas vidas e ainda se amam e se respeitam como amigos, mas não estão juntos o dia todo, todos os dias.

Então, realmente queríamos que eles fossem o tipo de amigos que podem simplesmente retomar de onde pararam quando se reencontram. Eles apenas entram em um ritmo e parece natural. Mas também tivemos o desafio de precisar, de certa forma, criar um pouco de distanciamento entre eles, em termos de história. Aang está se sentindo um pouco mais isolado e é atraído por esse outro personagem.

Tivemos muitas discussões sobre “sentimos que os amigos iriam contra ele ou sentimos que eles se esforçariam para apoiar Aang, mesmo que não concordem com suas decisões?”. E, no final, tomamos cada uma dessas decisões em cada cena pensando: o que realmente acreditamos? Qual é o ponto em que Aang foi longe demais e os amigos vão questioná-lo? E mesmo que eles o questionem, a gente sente que eles são apenas amigos expressando um desejo e que não o odeiam? Eles não estão virando as costas para ele porque têm um relacionamento forte o suficiente para superar isso.

E eu acho que isso foi eficaz. Sempre que eles trazem à tona um problema com Aang, você não sente “ah, eles o odeiam”, mas você pensa “oh, eles se sentem seguros o suficiente juntos para poderem realmente trazer um problema e saber que sua amizade não será comprometida”.

Confira a entrevista:

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