REVIEW – Onimusha: Way of the Sword entrega gameplay e história de qualidade

Onimusha: Way of the Sword é um jogo de ação e aventura com elementos de RPG desenvolvido e publicado pela Capcom, sendo este o décimo primeiro título lançado para a franquia.

Seu lançamento ocorreu no dia 4 de setembro para PC e consoles da atual geração Nintendo Switch 2, Xbox Series X|S e PlayStation 5, plataforma na qual joguei para escrever este review.

A história deste novo Onimusha acompanha o lendário samurai Miyamoto Musashi em sua passagem por Quioto invadida pelos Genma, corrompendo a cidade e levando o guerreiro a defendê-la com a ajuda de uma Manopla Oni.

Onimusha: Way of the Sword é um jogo que você pode tranquilamente passar muitas horas e perder a noção do tempo porque tem elementos muito divertidos. Além disso, os belíssimos visuais são um brinde aos nossos olhos, entregando um dos jogos mais bonitos da recente história de lançamentos da Capcom.

Primeiro ponto que gostaria de abordar são as mecânicas de luta em que temos disponíveis uma espada e a Manopla Oni, que combinam corpo a corpo com magia perfeitamente. Trabalhar com essas duas armas em harmonia funciona muito bem, preservando o estilo de combate do samurai e a força sobre-humana do Onimusha.

A manopla oferece sete armas Oni que possuem aplicações variadas como, por exemplo, o Gera Vento, que funciona muito bem para atacar em área, enquanto o Arco Oni é efetivo nos ataques à distância. As armas são energizadas adquirindo almas azuis e, com os aprimoramentos feitos na manopla, é possível encher o medidor mais rápido, ter uma absorção mais eficiente para que seu uso se torne mais frequente.

Outra arma, a katana do Musashi, usamos com mais frequência, e suas mecânicas de combate são a simples combinação de ataques leves e pesados. Entretanto, essa ofensiva combinada com um excelente sistema de aparagem e contra-ataque torna o confronto divertido, ficando ainda mais belo porque ganha uma estética muito cinematográfica.

A Quioto de Onimusha não permite uma exploração livre porque conhecemos novas áreas à medida que conseguimos habilidades que irão permitir o acesso através do Miasma. Porém, podemos retornar aos locais já acessados para encontrar itens que não podiam ser adquiridos devido a não ter a habilidade necessária para alcançar.

Essa progressão mais linear indica um foco muito maior na história, mas não impede de dar atenção às tarefas secundárias ou às fendas, que significam pequenos eventos de mundo. O visual dos cenários da cidade são ótimos pela ambientação, entregando a sensação de uma história de época com uma aventura de terror.

A dificuldade em geral entrega um desafio que é satisfatório desde os inimigos comuns que encontramos pelo caminho, até os poderosos chefes de cada região. O que acredito ser um fator diferencial nessa questão é como cada inimigo poderoso nos coloca a pensar em uma estratégia diferente.

Por exemplo, a existência de um chefe que enfraquece quando destruímos a sua conexão com um certo elemento do cenário, outro que precisamos absorver as chamas rapidamente antes que ele o faça, e cada um deles se torna mais poderoso a medida que não eliminamos essa vantagem da batalha.

Gerenciar a evolução de Musashi segue com elementos clássicos da franquia como a absorção de almas, distribuindo a quantidade adquirida na árvore de habilidades. A novidade foi a combinação deste formato com a colheita de materiais de Onimusha: Dawn of Dreams (2006) e, mesmo com esse novo recurso, não é muito difícil evoluir o personagem.

Créditos: Capcom / Divulgação

O design dos inimigos é bem criativo, afetando diretamente na experiência porque vemos adversários monstruosos e visualmente muito bonitos. Isso também vale para os personagens da história onde o destaque maior é a homenagem da Capcom ao ator Toshiro Mifune, o intérprete de Miyamoto Musashi na trilogia de filmes Samurai.

As referências em Onimusha: Way of the Sword se conectam muito ao cinema japonês onde encontramos homenagens a Akira Kurosawa, como também à retratação do período Edo na história do país, além da rivalidade histórica entre Musashi com Sasaki Ganryu. Reconhecer isso durante a experiência de jogo é um processo divertido, ressaltando o ótimo trabalho dos desenvolvedores em inserir essas homenagens e referências de uma forma objetiva e em harmonia com a mitologia da própria franquia.

O enredo deste novo capítulo da série Onimusha é muito interessante porque acrescenta ao universo os dilemas internos, as questões morais e a percepção do protagonista ao que significa o verdadeiro caminho do samurai em busca da excelência. Outro ponto muito relevante é como a história combina essa percepção mais séria com um pouco de humor, e isso resulta em vermos Musashi como um protagonista muito carismático.

Veredito

Onimusha: Way of the Sword consolida o ano de lançamentos da Capcom como um dos mais positivos, com mais um jogo que entrega ótima gameplay, um protagonista com muitas camadas interessantes e uma experiência repleta de referências e homenagens, dando à franquia um excelente recomeço.

Nossa nota

5 / 5

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Assista ao trailer:

Ficha técnica de Onimusha: Way of the Sword

Lançamento: 4 de setembro de 2026

Desenvolvido e publicado por: Capcom

Plataformas: PC (via Epic Games Store, Steam e Windows Store), Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Número de jogadores: 1

Gêneros: Aventura, RPG de Ação

Idiomas: Português (Brasil), Inglês, Francês, Italiano, Alemão, Espanhol (América Latina e Espanha), Árabe, Polonês, Russo, Chinês simplificado, Chinês tradicional, Japonês, Coreano

Preços: Versões a partir de R$ 299,00 (PC), R$ 339,00 (Nintendo Switch 2 e Xbox Series X|S) e R$ 339,90 (PlayStation 5)

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