A CD Projekt RED realizou diversas sessões durante a gamescom 2026 em Cologne, na Alemanha, para apresentar o começo de Songs of the Past, a terceira e última expansão do aclamado jogo The Witcher 3: Wild Hunt, lançado em 2015 e que até aqui recebeu outros dois conteúdos adicionais originalmente pagos: Hearts of Stone (2015) e Blood and Wine (2016).
Tivemos a oportunidade de conferir a apresentação hands-off realizada por dois desenvolvedores: um jogava a primeira missão da expansão, A Bed of Thorns, enquanto o outro comentava o que ia acontecendo, contextualizava a história e trazia informações relacionadas ao processo de criação desse novo conteúdo adicional desenvolvido pelo estúdio Fool’s Theory, composto por diversos veteranos da CDPR.
Algo muito legal da iniciativa da CD Projekt RED foi que não apenas imprensa e criadores de conteúdos credenciados a cobrir o evento puderam ver essa apresentação, como também o público geral na área B2C da gamescom também podia visitar o estande de The Witcher 3 para assistir. Além disso, uma versão resumida também foi disponibilizada pelo estúdio em seu canal oficial, de modo que os fãs também puderam ficar por dentro das grandes novidades planejadas para Songs of the Past, previsto para ser lançado em algum momento de 2027.
A história de Songs of the Past começa com Geralt de Rívia com o clássico cabelo branco e longo acordando após uma grande festa no vilarejo em Letten. O cenário está muito bonito com cores vivas, campos com mais flores e vegetação em comparação com o jogo originalmente lançado para PC, Xbox One e PlayStation 4, além de contar com mais detalhes também na profundidade, sendo possível ver bem as montanhas que circundam a região.
A primeira missão é levar Geralt para um almoço especial, e isso nos dará a oportunidade de conhecer um pouco dessa região que, segundo os desenvolvedores, é inspirada em locais do interior da Inglaterra e da Polônia.
Logo cedo na caminhada vamos reencontrar o cavalo Roach, sendo possível montá-lo para seguir viagem. No meio do caminho, Geralt é provocado por um aldeão bêbado, acontece um rápido diálogo, e então os dois se enfrentam, mas como o NPC está bêbado, bastam poucos golpes para derrotá-lo. Feito isso, seguimos viagem em direção ao encontro marcado. Até chegar lá temos mais alguns minutos de oportunidade para contemplar o belo cenário.
Ao chegar lá, Geralt conversa com a avó de Dandelion, companheiro de muitas jornadas do protagonista da franquia, que inicia o encontro falando sobre a falta de pontualidade do personagem. Logo a prima de Dandelion, Lilla, se junta ao desjejum e inicia uma troca de farpas com a matriarca. Surgem algumas caixas de diálogo em que podemos escolher como Geralt deve se comportar, se tentará saber qual é o problema entre as duas ou tentará apaziguar a situação.

Conversa vai, conversa vem, e todos percebem que o fato de Dandelion não ter aparecido para a refeição é algo suspeito. Não é como se ele não faltasse aos compromissos, mas parece que dessa vez seus pertences também não estavam no local, então Geralt e Lilla decidem ir procurá-lo. Nesse momento haverá a possibilidade de explorar novamente a região, mas no hands-off a que assistimos o desenvolvedor foi objetivo para mostrar mais do segmento inicial de Songs of the Past, fazendo Geralt seguir viagem imediatamente com a companheira nessa jornada. Também evitou escolher qualquer diálogo que pudesse dar início a um possível novo relacionamento do protagonista, mas pelo visto ter um affair não está fora de cogitação.
Aqui foi possível ver mais melhorias da expansão: o controle dos cavalos foi aperfeiçoado e está mais fluído, e o trabalho de iluminação também foi modernizado. Os desenvolvedores destacaram que essas melhorias estarão presentes já no jogo remasterizado, que será lançado no dia 29 de setembro como atualização gratuita para quem já tem o jogo base no PC, Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.
Geralt e Lilla se aventuram por um caminho que vai ficando cada vez mais escuro enquanto conversam sobre um sonho misterioso que o protagonista teve na noite anterior envolvendo um lugar com espinhos e um poço. Eis que os dois chegam ao destino obscuro banhado pela luz de uma grande lua cheia, com detalhes de árvores com grandes galhos, troncos e raízes retorcidas.
O primeiro inimigo que surge é um Thornbloom, uma espécie de planta carnívora que expande suas raízes, cria bulbos e cospe um líquido roxo. Há um pequeno vislumbre do menu de ataques em meio ao combate, em especial a possibilidade de usar um gancho para atacar os adversários e puxá-los para perto do protagonista. Após sair da batalha, os desenvolvedores também mostraram rapidamente a árvore de habilidades ampliada nessa nova expansão, sem muitos detalhes.
Superado esse primeiro enfrentamento, as raízes da floresta começam a ganhar vida, há mais alguns confrontos contra criaturas centopeias e outras que parecem zumbis (Swarmion). Geralt ouve uma voz misteriosa conforme avança até o encontro com o primeiro chefe de Songs of the Past, Slumbering Knight, um personagem com aparência de morto e completamente feito de raízes, que entrega uma flor a Lilla. Ela, por sua vez, diz ter certeza saber quem é (ou era) essa criatura. O chefão a mantém presa para enfrentar Geralt.
A batalha contra o boss é mais uma oportunidade para ver na prática o combate mais fluido. Em nenhum momento da apresentação o jogo apresentou problemas de performance ou quedas de framerate. Após vencer o chefão, Geralt e Lilla descem no poço… o mesmo poço do sonho do protagonista na noite anterior. Eles descem para ver se é Dandelion que está lá, se surpreendem com o que encontram e então termina o segmento inicial e mostra a animação da abertura de Songs of the Past.
Ainda é difícil mensurar o quão grandiosa será essa última aventura de Geralt de Rívia antes da passagem de bastão para Ciri, que acontecerá em The Witcher 4, previsto para ser lançado em 2028. Tive a oportunidade de jogar cerca de 3 horas de The Witcher 3: Wild Hunt um pouco antes de viajar à Alemanha para cobrir a gamescom, então não sou grande conhecedor do jogo base e suas expansões anteriores, mas pelo meu repertório até aqui pude perceber que sim, os cenários estão mais bonitos, e a fluidez do combate está muito mais adequada ao que as plataformas da atual geração podem entregar.
A sensação de ter visto cerca de 45 minutos de Songs of the Past é positiva e fica ainda melhor quando sabemos que a atualização de The Witcher 3: Wild Hunt – Remastered será gratuita, além do fato de que as expansões anteriores (Hearts of Stone e Blood and Wine) se tornaram gratuitas durante a apresentação da CDPR na Opening Night Live da gamescom 2026. Um ótimo momento para fãs da franquia e para que mais pessoas tenham contato com uma experiência refinada para o potencial dos PCs e consoles atuais.
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Assista à apresentação:
Ficha técnica de The Witcher 3: Wild Hunt – Songs of the Past
Lançamento: Data ainda não divulgada
Desenvolvido por: Fool’s Theory
Publicado por: CD Projekt Red
Plataformas: PC (via Battle.net, Epic Games Store, GOG e Steam), Nintendo Switch 2, PlayStation 5 e Xbox Series X|S
Número de jogadores: 1
Gêneros: Mundo Aberto, RPG de Ação
Idiomas: Português (Brasil), Inglês, Francês, Italiano, Alemão, Espanhol (América Latina e Espanha), Árabe, Tcheco, Húngaro, Japonês, Coreano, Polonês, Russo, Chinês tradicional, Turco, Chinês simplificado
Preço: Ainda não divulgado
