REVIEW – Assassin’s Creed Black Flag Resynced conecta o passado e o presente

Assassin’s Creed Black Flag Resynced é o mais recente título da franquia iniciada em 2007. O jogo original foi lançado em 2013, e esse remake desenvolvido e publicado pela criadora da série, a publisher francesa Ubisoft, chegou para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S em 9 de julho de 2026.

Esta análise diz respeito à minha experiência jogando a versão do game para PlayStation 5.

AC Black Flag Resynced tem quase tudo o que tornou o jogo tão querido pela sua comunidade. A exceção dolorida é a ausência da expansão Freedom Cry, que possui uma narrativa poderosa, um protagonista querido e merecia ser celebrada em conjunto com o jogo.

Apesar dessa ausência, Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um jogo sólido porque conserva muitos elementos que tornaram o lançamento de 2013 tão famoso. Sempre imagino que remakes e remasters são para celebrar grandes jogos do passado e nessa ocasião não é apenas isso, mas também uma experiência moderna.

Em relação à estética, as melhorias na iluminação, cenários, personagens e áudio são impactantes mostrando que, para o mundo de games, uma década faz uma grande diferença entre gerações. Navegar pelo Caribe foi uma experiência bonita no passado, mas com as atualizações da nova geração a imersão torna as coisas mais interessantes, pois existe uma diferença entre estar neste jogo durante o dia ou à noite, sob o sol ou a chuva, e na calmaria do mar ou nas tempestades.

O level design foi reformulado e as mudanças entregam contornos muito mais atuais para o Black Flag como, por exemplo, as missões de investigação não falharem caso o protagonista Edward Kenway não consiga seguir ou espionar um alvo. Nesta nova versão, inicia-se a fase de alerta nos colocando em combate com os inimigos e, em caso de vitória, podemos recolher o item necessário para avançar na missão.

A movimentação também ficou diferente graças ao parkour do personagem melhorado com transições mais rápidas entre prédios, a saída do solo para os telhados e a conexão entre as acrobacias. É inegável que o parkour / escalada da franquia sempre foi um atrativo para uma parte da comunidade e, nessa experiência de jogar Resynced, essa melhora torna esse aspecto do jogo muito divertido na exploração da cidade, nas fugas dos guardas e até nas missões.

O sistema de combate ganhou uma camada de complexidade muito interessante, sendo esse um dos elementos que tornam o jogo muito mais desafiador. Anteriormente a base do combate girava apenas em torno do contra-ataque, mas em Assassin’s Creed Black Flag Resynced a ofensiva é recompensada tendo base na quebra de defesa do adversário, criando conexões de ataques devastadores e plasticamente muito bonitos.

Nesse ponto é onde vejo alguns problemas de gameplay porque a hit box de alguns adversários não funciona corretamente, o combo se perde e recebemos dano. Isso geralmente acontece quando é necessário combater realizando controle de grupos, quando muitos adversários cercam o Edward em uma batalha em terra ou até quando existe a fase de confronto físico nas batalhas navais.

Apesar disso, é um combate muito divertido em qualquer uma das situações que é necessário utilizar espadas ou conectar combos entre essa arma com as pistolas.

Como nós sempre soubemos, ser um assassino exige utilizar a furtividade para alcançar seus objetivos, e a melhoria do sistema de detecção é muito interessante. Nessa nova versão Edward pode se abaixar em qualquer local, criando melhores cenários para se manter escondido, e o medidor de visibilidade melhorado conta com a iluminação como um elemento que o mantém furtivo.

Isso significa que quanto mais próximos estivermos de locais escuros, mas facilmente poderemos nos misturar com o cenário. Além disso, recorrer ao anonimato se aproximando de pequenos grupos de pessoas ou contratando dançarinas e bêbados é muito efetivo tanto para se esconder, quanto para criar distrações.

Leia também: Assassin’s Creed Shadows combina o bushido com o jeito ninja de ser

O bem, o mal e de tudo um pouco: Navegando com O Gralha

O que sempre acreditei ser um diferencial predominante em Black Flag quando pensava sobre os seus antecessores era a experiência de comandar um navio e as mecânicas de jogo em torno disso.

Nessa remasterização o que era divertido se torna muito mais com, literalmente, um mar de novas possibilidades que podemos explorar como o capitão ou capitã do Gralha desbravando todos os cantos no mapa do Caribe.

Em Grande Inagua gerenciamos todas as melhorias necessárias do nosso brigue de dois mastros. Entretanto, a evolução mais robusta vem com o recrutamento dos oficiais que fornecem recursos exclusivos como a oficial Lucy Baldwin, onde adquirimos a defesa perfeita, um sistema de aparagem que reduz o dano recebido ou o zera.

Os combates continuam emocionantes, divertidos e, mesmo com os novos recursos, existe um desafio. Porém, a vivência capitaneando O Gralha não é apenas destruir e pilhar, como também explorar o oceano tanto na superfície, quanto abaixo dela.

Em Assassin’s Creed Black Flag Resynced podemos explorar o fundo do mar livremente, não apenas nos pontos de interesse como anteriormente, e essa liberdade é atrativa pela curiosidade do que podemos encontrar nestes momentos.

Assassin's Creed Black Flag Resynced reimagina o jogo original de 2013 e valoriza o legado, aproveitando o que há de mais atual nos games
Créditos: Ubisoft / Divulgação

A experiência naval a nível de gameplay e exploração é ótima, mas o que sempre tornou esse aspecto imersivo foi a cantoria da tripulação. Além de toda a trilha antiga estar em ótima qualidade, foram acrescentadas novas faixas, sendo mais um ponto positivo na experiência de Black Flag navegar ao som da música à capela dos marujos.

Em Black Flag Resynced os acontecimentos essenciais da narrativa foram conservados e um novo capítulo foi adicionado. Nesse ponto, o que mais chama à atenção é a história contada através do Animus Sombrio que coloca o remake no cânone do universo de Assassin’s Creed, como se a Inteligência Artificial Animus Ego estivesse tentando reescrever as memórias dos usuários do dispositivo, sendo essa uma forma interessante de dar continuidade à narrativa moderna em andamento.

Leia também: Assassin’s Creed Valhalla é uma aventura Viking imperdível

Veredito

Assassin’s Creed Black Flag Resynced é um remake que celebra um dos jogos mais queridos desse universo, mas também é uma sequência moderna. Colocar esse título com uma roupagem nova conecta o passado e o presente, criando uma ponte entre a geração de fãs e consoles a um trabalho que entrega um excelente entretenimento.

Nossa nota

5 / 5

Receba um resumo das principais notícias do entretenimento e uma curadoria de reviews e listas de filmes, séries e games todas as quartas-feiras no seu e-mail. Assine a Newsletter da Emerald Corp. É grátis!

Assista ao trailer:

Ficha técnica de Assassins Creed Black Flag Resynced

Lançamento: 9 de julho de 2026

Desenvolvido e publicado por: Ubisoft

Plataformas: PC (via Epic Games Store, Steam e Ubisoft Store), PlayStation 5 e Xbox Series X|S

Número de jogadores: 1

Gêneros: Ação, Aventura, Combate Naval, Furtivo, Mundo Aberto, Piratas

Idiomas: Português (Brasil), Francês, Italiano, Alemão, Espanhol (Espanha), Árabe, Chinês simplificado, Chinês tradicional, Coreano, Japonês, Polonês, Russo, Inglês

Preços: Edições a partir de R$ 299,90 (PlayStation 5), R$ 299,95 (Xbox) e R$ 299,99 (PC)

spot_img

Artigos relacionados