Disponível para PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S, e com lançamento programado para o Nintendo Switch 2 ainda este ano, Lego Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas é o mais novo título da franquia de sucesso do morcegão nos videogames.
Passando por todos os momentos icônicos do personagem em diversas mídias, o novo jogo da WB Games e TT Games mistura exploração aberta por Gotham City, missões por capítulos e muitos, muitos puzzles e side quests.
Eu tive a oportunidade de conferir o game no PC e posso dizer que essa foi uma das minhas melhores experiências em 2026. Isso porque o título tem algo muito peculiar e que poucos conseguem realmente explorar: o humor.
Marca registrada da franquia Lego não só com Batman, mas com outras histórias amplamente conhecidas, o humor transforma o entretenimento em algo que engaja ainda mais. E isso passa, principalmente, pela excelente dublagem brasileira.
A localização encontra maneiras de adaptar piadas e trazer referências para mais próximo do público, tornando toda a jogatina em algo ainda mais divertido. Nada melhor do que lutar contra NPCs e ouvir alguns comentários muito específicos dos habitantes de Gotham, seja sobre o tempo na cidade ou sobre amenidades do seu dia a dia.
Outro ponto que traz ainda mais peso para essa criação é o quão viva é a Gotham de Lego Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas. Tal qual outros títulos de Lego, que apostam em cenários repletos de puzzles e itens escondidos, aqui os NPCs também têm seu destaque, seja pela maneira como se portam ou por atividades em grupo que você acaba presenciando.
Eu mesma invadi, do nada, uma festinha no meio de Gotham com todos os personagens se divertindo muito. E são esses pequenos detalhes que demonstram o tamanho da dedicação da TT Games com esse projeto.
Pode parecer pequeno, mas você trocar a armadura do Batman e isso ter impacto no Bat-sinal ou nas transições entre uma área do jogo e outra, são detalhes que valorizam muito a experiência e te fazem querer procurar ainda mais coisas diferentes na gameplay.
Lego Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas é um mundo vivo por vários motivos e eu vou destrinchar todos pra você.
História que recria momentos e adapta para algo novo
Na história, obviamente, você começa conhecendo Bruce Wayne quando jovem e passando algum tempo com seus pais na mansão da família. O desfecho é o clássico momento no beco, onde Bruce é obrigado a crescer cedo demais e começa o caminho que o levará a se tornar o Batman.
Após isso, Lego Batman explora as histórias da trilogia do Cavaleiro das Trevas, os acontecimentos do novo Batman, os filmes clássicos do herói e as produções de TV, tudo amarrado em uma história própria que faz com que todos esses acontecimentos tenham coerência numa única linha do tempo.
Para que a história se torne ainda mais satisfatória, é possível jogar em dupla, ou sozinho intercalando personagens, com diferentes parceiros ao longo de cada capítulo. Você poderá jogar com Jim Gordon, Bárbara Gordon / Batgirl, Selina Kyle / Mulher-Gato, Dick Grayson e Talia Al Ghul.

No caso do Dick, ele fica disponível tanto na fase Robin, como na fase Asa Noturna, o que traz um bom panorama para a galera que não conhece bem a história do personagem. Eu, particularmente, adoro o Asa Noturna, então foi uma grata surpresa poder explorar boa parte de um capítulo só com ele e a Batgirl.
E cada personagem tem suas características bem específicas, outro ponto que acredito ser muito importante. Não é apenas uma troca de skin, já que cada um tem locomoção, pulos e itens bem diferentes. Todos eles podem ser rotacionados enquanto você está explorando Gotham, o que ajuda em vários pequenos puzzles que necessitam de uma ou mais habilidades para serem finalizados.
É o caso do Subwayne, sistema de viagem rápida do jogo. São pequenos portões espalhados em cada área do longo mapa da cidade e que facilitam a locomoção, já que as missões principais não ficam concentradas em um único espaço.
Para liberar a viagem rápida, você precisa resolver puzzles que garantam a abertura dos portões. Normalmente eles envolvem manipulação de rede elétrica, resolver desafios em um determinado tempo e muito mais.
Todas as side quests são super criativas, fugindo daquele marasmo de outros jogos que tornam esse tipo de atividade um tanto repetitiva. Tem alguns que vão demandar de você um tempo maior de finalização e que dependem de pequenos detalhes para serem concluídos.
É o caso, por exemplo, de ter que vasculhar um espaço específico para encontrar um item que vai te ajudar a habilitar uma segunda etapa dentro da lógica do quebra-cabeça. Por isso, eventualmente você terá que explorar um cenário maior do que apenas onde o desafio está, subindo em andares dos prédios para procurar itens que ajudem a completar os desafios.
E então, quando você menos perceber, já estará há horas andando pela cidade combatendo o crime, tentando resgatar animais que fugiram do zoológico, buscando baús ou itens colecionáveis e muito mais. Além disso, você também esbarra em vários desafios elaborados do Charada.
Inclusive, falando dos vilões, Lego Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas traz uma quantidade absurda de figuras amadas pelo público, fugindo apenas dos clássicos Coringa e Pinguim (que também estão lá), mas passando por personagens que têm pouca projeção entre o grande público, como o Homem-Pipa, Homem-Calendário e Rei Relógio.

É uma ode pra quem realmente ama o Batman, mas também uma oportunidade para aqueles que estão conhecendo o personagem, de ter contato com vários personagens únicos e peculiares criados nas HQs.
Missões, jogabilidade e pancadaria
Lego Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas pega muito da jogabilidade da trilogia Batman: Arkham e adapta dentro da dinâmica de Lego. No game você pode escolher três dificuldades, entre fácil, normal e difícil.
Eu joguei tudo no normal e, mesmo não sendo a mais habilidosa em jogos de luta e combate, senti que o nível normal (Cruzado Encapuzado) foi bem simples de vencer. Então, se você busca algo mais desafiador, talvez optar pelo nível mais difícil (Cavaleiro das Trevas) seja a melhor opção.
Boa parte das fases vão mesclar exploração e luta. A exploração é bem investigativa, com vários itens escondidos para colecionar e que vão liberar itens e skins exclusivas. Então, para que você possa realmente garantir todos os itens, inevitavelmente precisará retornar nessas fases e encontrar tudo que ficou pra trás.
No capítulo um, por exemplo, que traz boa parte da história de Batman Begins, você vai entender como cada arma e botão funciona, utilizando de uma boa porcentagem do tempo como um grande tutorial prático de habilidades.
E falando nelas, conforme você coleta caixas da Waynetech, é possível utilizar os itens para aprimorar as armas dos personagens. O mesmo vale para as peças Lego que você recebe ao finalizar cada capítulo, que podem ser usadas para melhorar habilidades. Essas habilidades servem para todos os personagens, então conforme você aprimora os níveis, garante que vá ter uma jogatina mais tranquila durante as fases mais difíceis.

Algumas armas, como a do Asa Noturna que é um laço elétrico, podem ser usadas contra os inimigos, unindo dois personagens e fazendo com que eles se “choquem” um contra o outro. Ou seja, além de utilizar essas armas em puzzles, você também pode aplicar durante as batalhas.
E, bom, a pancadaria funciona muito bem e é muito divertida. Eu joguei o game em um notebook com uma placa de vídeo RTX 4060 e foram poucos os momentos que eu senti algum tipo de travamento jogando na qualidade mais alta. Curiosamente, eles aconteceram bem mais ao entrar na loja do Bat-Mirim do que, de fato, durante as lutas que demandavam mais da performance do PC e do jogo.
Como todos os jogos de Lego, o co-op é com tela dividida. Eu, particularmente, não gosto desse modelo e acho que seria bem melhor poder jogar em tela completa, como acontece quando você está sozinho controlando ambos personagens nas fases no modo solo.
Entretanto, eu entendo a escolha principalmente quando olhamos pra dinâmica dentro de Gotham. Digo isso porque você pode se afastar da outra pessoa e fazer outras coisas enquanto está jogando de forma cooperativa. Na dinâmica de uma cidade que tem tantas coisas para encontrar, crimes para combater e muita atividade pra se divertir, meio que faz sentido essa escolha.
Veredito
Lego Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas é um dos jogos mais divertidos do ano. Explorando grandes momentos da história do personagem com uma abordagem super autoral, o game rende muitas horas de jogatina e é ideal pra quem curte exploração, puzzles, missões e boas piadas com o Batman e sua turma.
5,0 / 5,0
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Assista ao trailer:
Ficha técnica de LEGO Batman: O Legado do Cavaleiro das Trevas
Lançamento: 22 de maio de 2026
Desenvolvido por: TT Games
Publicado por: WB Games
Plataformas: PC, PlayStation 5 e Xbox Series X|S (Nintendo Switch 2 ainda sem data de lançamento).
Número de jogadores: 1 a 2 (cooperativo local)
Gêneros: Ação, Aventura, Mundo Aberto
Idiomas: Alemão, Chinês (simplificado), Chinês (tradicional), Coreano, Dinamarquês, Espanhol, Espanhol (México), Francês (França), Holandês, Inglês, Italiano, Japonês, Polonês, Português (Brasil), Russo, Árabe
Preços: Versões a partir de R$ 299,99 (todas as plataformas).
