CRÍTICA – Dolly – A Boneca Maldita vai fundo no horror

Dolly – A Boneca Maldita é um filme de terror estrelado por Seann William Scott, Max The Impaler e Fabianne Therese. A direção é de Rod Blackhurst.

Quem ama filmes do gênero de terror sempre pode esperar algo inovador ou assustador das produções indie e, sem dúvidas, um local propício para que estes projetos aconteça é a plataforma de streaming estadunidense Shudder, que assina Dolly – A Boneca Maldita, baseada em uma mistura dos clássicos O Massacre da Serra Elétrica e Quadrilha de Sádicos, nos quais serial killers violentos perseguem vítimas em um jogo de gato e rato.

Na trama, Macy (Fabianne Therese) é sequestrada e fica presa em uma casa com uma criatura sombria que cuida dela como uma filha de uma forma bastante perturbadora.

O longa-metragem possui uma estética crua e setentista, com um uso de lentes grande angulares e um formato antigo de filmagem, o que destaca a obra de certa maneira, uma vez que, sua sinopse em si e desenvolvimento são bastante comuns para quem está acostumado a assistir filmes do gênero.

O ambiente é nada convidativo, com bonecas espalhadas por todo o lugar, louças sujas e uma antagonista forte fisicamente e que é extremamente mortal. Sua violência quase animalesca lembra bastante Leatherface, visto que Dolly mesmo sendo grande é ágil e estratégica, conhecendo cada canto da casa e da floresta em que sua residência se encontra.

A escolha de Max The Impaler para o papel foi perfeita, pois traz a imponência física que é necessária, mas o ator ainda consegue ter momentos de “ternura” que criam mais camadas à antagonista, que parece ser uma pessoa que foi maltratada e abandonada, sofrendo tortura ao longo dos anos.

O filme tem uma atmosfera claustrofóbica e pessimista, chocando o espectador pela violência visceral. O sangue escorre pela tela, com o horror sendo o destaque, já que a próxima morte pode ser sempre a mais brutal.

Por mais que os personagens não sejam grandes coisas, por conta desta brutalidade, ficamos apreensivos em como será a morte da próxima vítima. A qualidade das maquiagens ajuda no choque, uma vez que o trabalho dos profissionais foi bem realizado, principalmente em uma cena envolvendo Seann William Scott, onde a agonia toma conta.

Sobre o que não funciona,, acredito que Dolly – A Boneca Maldita caia em diversos clichês clássicos dos roteiros de terror com decisões estúpidas dos heróis, reviravoltas previsíveis e desenvolvimento raso de personagens.

Com poucos diálogos e interações, a obra acaba sendo bastante repetitiva com a questão do apelo da violência fisíca e psicológica, além da perseguição que parece não terminar nunca, o que cansa o espectador.

Veredito

Dolly – A Boneca Maldita é um filme básico embalado em um pacote de cult por conta de sua estética setentista.

Por mais que tenha algumas questões interessantes abordadas em sua direção e montagem, fica nítido que a falta de um roteiro um pouco mais provocativo deixa o projeto na prateleira dos esquecíveis, o que é uma pena.

Nossa nota

3,2/5,0

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Confira o trailer:

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