CRÍTICA – O Macaco traz mortes brutais como entretenimento

O Macaco é um filme dirigido por Oz Perkins e é baseado em um conto de Stephen King. O longa estreia em 06 de março de 2025 nos cinemas brasileiros.

Sinopse

Irmãos gêmeos encontram um misterioso macaco de corda. Após a descoberta, uma série de mortes absurdas destroça a família. Muitos anos depois, o macaco inicia uma nova onda de assassinatos, forçando os irmãos a enfrentar o brinquedo amaldiçoado.

Análise de O Macaco

Oz Perkins causou alvoroço ao nos apresentar suas fichas com Longlegs: Vínculo Mortal, projeto que dividiu uma parte do público, mas que fez com que o diretor ficasse em evidência, com boas técnicas de filmagem e criação de uma atmosfera soturna.

Em O Macaco, Perkins vai para o lado oposto e mostra seu perfil mais escrachado, com foco na violência e no nonsense que vai escalando conforme os minutos vão passando em tela.

O gore é o foco, o sangue escorre pela tela e lembra muito Premonição na forma e criatividade na elaboração das mortes, gerando curiosidade para como a próxima vítima da situação vai partir dessa para melhor.

O uso de cgi é bom e as cenas práticas são primorosas por conta da zoeira do diretor. Não se espante de ver pessoas explodindo e pancadas bem impactantes.

Sobre as atuações, o elenco está fazendo seu trabalho de forma funcional, visto que o longa-metragem tem o foco de ser aqueles “terrir”, ou seja, ninguém se leva a sério, e isso fica evidente.

Theo James parece estar se divertindo, uma vez que faz dois papéis bastante distintos: Hal é travado, traumatizado e corta todas as usas relações pela raiz, inclusive com seu filho Petey (Colin O’Brien), que tem o mesmo tipo de características de seu pai, e a atuação acab sendo bem parecida.

Quando o protagonista está na pele de Bill, ele muda para um perfil mais agressivo e debochado, com uma camada profunda sobre um luto insuperável que deixa o personagem mais interessante que Hal.

Sobre o roteiro, o longa vai por um caminho completamente oposto ao material original, que focava em uma atmosfera mais sombria.

Aqui, a ideia é transformar tudo em galhofa, o que, para mim, não funcionou. Há uma armadura de roteiro em personagens centrais e os fatos vão acontecendo, tirando todo o peso dramático.

Por mais que seja uma comédia, ainda temos os elementos de terror e drama que dão um certo tom mais melancólico, o que deixa a sensação de que os roteiristas perderam um pouco a mão do projeto, o que não tira a diversão da loucura surreal que vemos em O Macaco.

Veredito

Absurdo e com uma escala grandiosa em certo momento, O Macaco diverte pela bizarrice. Contudo, este também é o calcanhar de Aquiles da obra, já que ela perde peso ao longo de seus 100 minutos.

Nossa nota

3.5/5.0

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Assista ao trailer:

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