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    REVIEW – Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties: equilíbrio entre o clássico e novas dinâmicas viciantes

    Um remake descrito como extremo pela desenvolvedora Ryu Ga Gotoku Studio e pela publisher SEGA chega acompanhado por uma história inédita que complementa um personagem importante do enredo original. Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties moderniza a experiência trazida em Yakuza 3 (2009) e será lançado no dia 12 de fevereiro junto com um novo jogo focado em Yoshitaka Mine e como ele entrou para a Yakuza.

    O game duplo estará disponível para PC, Nintendo Switch 2, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox Series X|S. Esta análise não tem spoilers das histórias de ambos títulos e reflete a minha experiência jogando Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties no PC.

    O primeiro ponto que merece destaque é a liberdade de escolher qual história quer jogar. Não é preciso terminar Yakuza Kiwami 3 para somente então aproveitar a experiência inédita de Dark Ties. O jogo alerta que escolher o título inédito sem terminar a história do remake trará spoilers do enredo, mas não impede de jogá-lo.

    Considero essa liberdade de escolha algo bem positivo, especialmente para quem sabe de cor e salteado o que aconteceu no jogo de 2009 e gostaria de experienciar primeiro o que é novidade.

    Aqui no texto vou dividir as experiências para tornar a análise mais organizada e valorizar melhor os diferenciais de ambos títulos.

    Yakuza Kiwami 3: enredo rico e muitas possibilidades

    O primeiro ponto positivo de Yakuza Kiwami 3 é algo que considero marcante em todos os jogos da franquia Yakuza / Like a Dragon que já joguei. E destaco de início justamente pelo fato de que não joguei todos.

    Minha primeira experiência com a série foi em Like a Dragon Gaiden: The Man Who Erased His Name (2023) e logo me senti muito bem-vindo ao enredo. Os jogos conseguem contextualizar tudo super bem a ponto de cada título servir como porta de entrada para a franquia. Aqui em Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties isso não é diferente.

    Logo no começo do primeiro capítulo é possível interagir com elementos do cenário para que o protagonista Kazuma Kiryu relembre suas experiências nos dois primeiros títulos da série, Yakuza (2005) e Yakuza 2 (2006). Eu não joguei ambos e dediquei cerca de 50 minutos ao todo para assistir os resumos desses títulos.

    Por mais que não seja a mesma experiência de jogar, em termos de contextualização esse recurso funciona muito bem. Foi quase como assistir a um episódio de série logo no começo da jornada para me situar, e isso é realmente suficiente para fazer com que essa seja a porta de entrada para o mundo de Yakuza e a vida super atarefada de Kiryu, mesmo sendo o terceiro jogo da série.

    Inclusive, o fato de que os jogos modernos de Yakuza / Like a Dragon sirvam como porta de entrada para novos fãs é uma estratégia muito eficiente do Ryu Ga Gotoku Studio e da SEGA. Eu sou testemunha de que funcionou bem e que motiva a ponto de ficar atento aos próximos lançamentos da série, além de estimular voltar aos títulos anteriores para sair na mão com geral em diferentes partes do Japão.

    O enredo de Yakuza Kiwami 3 é muito rico tanto pela experiência com a máfia japonesa, como pelos deveres de Kazuma Kiryu como o responsável por diversas crianças no orfanato Glória da Manhã que administra em Okinawa. Nesse momento da série há também uma bela variedade de temas importantes, indo além da corrupção e dos conflitos entre mafiosos para abordar tópicos como luto, paternidade responsável, autoconhecimento, autoconfiança e senso de comunidade.

    Passado o início em que você pode escolher recapitular as histórias anteriores, o jogo apresenta os primeiros elementos de combate, mas depois disso não prossegue com ação desenfreada. As cutscenes são essenciais, como de costume em toda a série, e quebram o ritmo da ação, mas não de modo negativo.

    Além disso, também há a inserção de alguns elementos secundários, como as dinâmicas usando o celular da operadora LaLaLa, que inclusive podem trazer benefícios aos atributos de Kiryu. Por exemplo, decorar o aparelho com adesivos e acessórios pode garantir boosts como aumento de dano e de cólera (barra para ataque especial), entre outras vantagens úteis.

    Decorar um celular de flip dos anos 2000 (o enredo se passa a partir de 2007) e isso gerar melhorias em batalhas é uma irreverência típica dessa adorável franquia. O jogo reserva muitos momentos em que o inusitado e o humor tornam mais leve uma história que envolve violência, máfia, corrupção e crianças órfãs, e isso é um grande trunfo da série.

    Gráficos, jogabilidade e performance

    A qualidade gráfica desse remake é ótima e segue fielmente o que vem sendo feito com a franquia nos últimos anos. O jogo foi refeito em diversos aspectos, inclusive adicionando cenas novas para dar mais profundidade à narrativa. Também foram substituídos alguns atores do título original para trazer nomes conhecidos do mercado japonês para a série.

    Um exemplo positivo dessa mudança é a escolha de Shô Kasamatsu para ser o rosto e dublar o personagem Rikiya Shimabukuro. Digo positiva porque o ator trabalhou na série Tokyo Vice, da HBO, produção que aborda o universo da máfia Yakuza. Casou direitinho e foi muito legal ver uma cara conhecida, algo que acredito que vai gerar uma sensação maior de imersão nesse universo mafioso para quem também tiver assistido à série.

    Kazuma Kiryu contra Rikiya Shimabukuro no remake de 2026 de Yakuza 3
    Kazuma Kiryu contra Rikiya Shimabukuro | Créditos: Emerald Corp

    O mesmo não podemos dizer da escolha de Teruyuki Kagawa para interpretar Goh Hamazaki. Além de não ter uma ligação notável com o universo mafioso, o ator possui histórico de violência contra mulheres no Japão, a ponto da gigante automobilística Toyota ter cortado o vínculo trabalhista com ele em 2022, quando a primeira denúncia veio a público.

    Ponto negativo com essa escolha desnecessária por parte dos realizadores, pois além de não agregar nada de relevante ao jogo, pode prejudicar a imagem da franquia por optar contratar um assediador ao invés de dar abrir portas para um ator que busque oportunidades como essa nos games, ou que tenha uma relação relevante com produções relacionadas à Yakuza.

    Mas voltando ao jogo, merece destaque mais uma vez a gameplay de Kazuma Kiryu com dois estilos de luta. Em Yakuza Kiwami 3 são o Dragão de Dojima: Kiwami e Estilo Ryukyu.

    O Dragão de Dojima é a assinatura de Kiryu focado na porradaria generalizada com golpes rápidos, carregados, especiais e o uso de objetos espalhados pelo cenário para tornar as batalhas ainda mais intensas.

    Por sua vez, o Estilo Ryukyu é desbloqueado cedo no game, mas não de início, e exige aperfeiçoamento não apenas na árvore de habilidades (também disponível para o Dragão de Dojima), como também com treinamentos no dojo do Miya. Esse modo de combate envolve o uso de armas e escudos, e o arsenal se amplia conforme Kiryu melhora nos treinos. É preciso treinar para conquistar pontos e desbloquear provas, para então superá-las e assim passar a usar novos golpes.

    A dinâmica de progresso do Estilo Ryukyu é completa e bem divertida, pois envolve também a filha de Miya, Tsubasa, líder das Garotas Haisai. Enquanto o pai cuido do dojo localizado acima de um bar, do qual também é proprietário, sua filha tem uma gangue com um grupo de amigas.

    Os caminhos de pai, filha e Kiryu se entrelaçam, dando início a um outro estilo de jogo com as Garotas Haisai que envolve acabar com outras gangues presentes em Okinawa, convidar vítimas desses grupos a se juntarem ao time e entrar em zonas de batalha cujo objetivo é é gerenciar a sua equipe equilibrando os atributos dos personagens para avançar pelos locais e derrotar geral sem deixar que suas parceiras e seus parceiros morram.

    Os combates com as Garotas Haisai se interligam também à história principal em alguns momentos, mas também são um ótimo passatempo que agrega diversão e muitas horas de jogo. Sem falar que é possível usar uma moto para se locomover nos combates de Guerra Territorial, o que torna a gameplay ainda mais divertida.

    Apesar do ótimo trabalho gráfico e da performance num geral consistente (há algumas quedas no FPS, mas nada grave), tive um problema durante uma conversa simples em Yakuza Kiwami 3. Quando estava prestes a jogar pela primeira vez o mini jogo de caçar insetos no Glória da Manhã, o game simplesmente crashou e fechou. Felizmente não tive grande prejuízo, pois é possível pular as cutscenes, mas tive que passar por algumas para poder voltar a esse ponto do jogo.

    Mais um Yakuza com ótimos passatempos e minijogos

    A franquia Yakuza tem um esqueleto muito bem definido: ação desenfreada com pelo menos um estilo de luta, enredos bem desenvolvidos, ótimos passatempos com dinâmicas e minijogos diversos. A estrutura se repete em diversos jogos, mudando os títulos da SEGA oferecidos como minigames e dando uma roupagem nova a atividades que fazem parte da essência da série.

    Se Like a Dragon: Infinite Wealth trouxe uma espécie de Animal Crossing como minijogo, aqui em Yakuza Kiwami 3 também temos dinâmicas de fazendinha para gerenciar a alimentação das crianças do Glória da Manhã e os recursos financeiros do orfanato.

    Os minijogos, as dinâmicas para fortalecer os laços com a sua família adotiva e o gerenciamento são essenciais para a progressão da história em determinados momentos. Mas como a experiência é diversa e muito divertida, a verdade é que dá muita vontade de ficar fazendo as atividades do Glória da Manhã e da praia em frente ao lar a ponto de esquecer a história principal.

    Cada tarefa realizada rende pontos para o Ranque do Papai, que fortalece o vínculo de Kazuma Kiryu com as crianças e desbloqueia novas possibilidades (como receitas), algo totalmente inserido com o ótimo enredo, que também é emocionante por envolver o órfão Kiryu cuidando de um grande grupo de crianças órfãs.

    Eu gostei muito de gerenciar as plantações e os alimentos dos animais para colher verduras, ovos e leite, e usá-los tanto para preparar as refeições no orfanato, como para negociar e completar missões de NPCs da comunidade. Mas o meu passatempo favorito com toda certeza é a competição de caçar insetos com as crianças. Essa atividade fortalece os laços e ainda tem um caráter competitivo, pois aumenta o Ranque do Papai e também possibilita desbloquear um competidor misterioso.

    O que mais me chamou atenção na divulgação de Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties foi a possibilidade de jogar Sonic Chaos (de 1993, também conhecido como Sonic & Tails) no GameGear, console disponível em pontos específicos de ambos jogos que pode ser usado como emulador. A dinâmica é bem divertida também: algumas fitas estão disponíveis de início, inclusive essa que eu queria muito jogar novamente, e outras precisam ser compradas em lojas diferentes. É uma verdadeira caça ao tesouro!

    Pois bem, joguei muito Sonic Chaos no Master System quando era criança. Esse é o primeiro jogo do Sonic a ter o Tails como personagem jogável. Na época era revolucionário, pelo menos para mim, voar com o Tails por aí para acessar facilmente locais das fases que o ouriço dificilmente conseguiria ir. Foi muito bom reviver um pedaço marcante da minha infância dentro desse título duplo da SEGA, e a experiência é bem agradável, além de contar com a possibilidade de salvar o progresso em qualquer momento da gameplay, algo que no console original não existia.

    São dezenas de títulos disponíveis para o GameGear, entre eles The GG Shinobi (1991) e Puyo Puyo (1991), e também para arcade, como o irreverente Emergency Call Ambulance (1999), além das tradicionais máquinas gacha para pegar bichinhos de pelúcia que são úteis para completar algumas missões.

    Há também os tradicionais jogos de bar e também esportes para se divertir, entre eles baseball indoor, boliche, mahjong e pôquer.

    Dark Ties: o lado obscuro e pesado

    Se Yakuza Kiwami 3 intercala entre momentos fofos e emocionantes especialmente no Glória da Manhã, o tom de Dark Ties é bem mais sombrio, como o próprio nome indica ser. Há pitadas de humor para adicionar certa leveza a algumas situações, mas a experiência é voltada para os aspectos mais pesados do universo corrupto da máfia japonesa.

    O foco nesse jogo inédito é a jornada do empresário aparentemente bem sucedido Yoshitaka Mine, mas que logo no começo já mostra como ele perdeu o posto de liderança da sua própria empresa e por que decidiu buscar um novo caminho na Yakuza. Solidão e falta de esperança são palavras-chave para descrever o personagem e o enredo.

    O conceito de família aqui é trabalhado no extremo oposto ao de Kazuma Kiryu com as crianças no orfanato e a maneira como o ex-presidente da Yakuza se relaciona com muitos membros da máfia, mesmo tentando manter distancia na história de Yakuza Kiwami 3. Em Dark Ties, lealdade e honra são conceitos vistos com cinismo por parte de Mine, que busca encontrar um laço verdadeiro que dê sentido à sua vida.

    A história é relativamente curta, podendo durar cerca de 5 horas se você focar somente na história principal e não cair nas tentações das atividades secundárias e dos minijogos.

    O início da aventura mostra o acontecimento em sua empresa que fez Mine se tornar cínico, questionar a confiança nas pessoas e refletir sobre o sentido de viver. Logo um outro evento envolvendo a Yakuza passa pelo seu caminho, fazendo com que sua reflexão sobre lealdade entrasse numa espiral que o leva a investigar como se inserir nesse mundo.

    A solução por ele encontrada faz sentido, e então tem início sua jornada de porradaria pelas ruas e pelos estabelecimentos dominados por famílias da Yakuza vinculadas ao Clã Tojo.

    Ao concluir a história fiquei pensando que iniciar o jogo dessa maneira não foi a melhor escolha, pois o contexto de Mine no mundo corporativo foi bem breve. Funciona por ser uma ruptura abrupta que quebra a confiança do personagem para com aqueles que ele considerava família no ambiente de trabalho, mas ao mesmo tempo não traz um contexto crível que explique como e por que um dono de startup tem tantas habilidades de boxe.

    Penso que Dark Ties poderia ter um capítulo a mais como o início de tudo para desenvolver melhor a reta final da trajetória do Mine como profissional corporativo e aproveitar esse período para fazer com que o personagem progredisse suas habilidades, de modo similar ao que acontece com Kiryu no Yakuza Kiwami 3 e em outros da franquia, no que diz respeito ao desenvolvimento de um estilo de luta que não o disponível logo no início.

    Construir uma abordagem como é feito com o aprendizado do Estilo Ryukyu, por exemplo, seria forma de justificar como um homem de negócios é tão poderoso e habilidoso a ponto de querer entrar para a Yakuza, dando ainda mais peso às realizações do protagonista ao longo da jornada dentro da máfia.

    Mas apesar desse aspecto de narrativa e que poderia beneficiar também a gameplay, fato é que a jogabilidade com o Mine é extremamente agradável. O personagem possui um estilo de luta que o diferencia muito de Kiryu, especialmente porque muitos golpes carregados são de longo alcance. É satisfatório demais controlá-lo, especialmente quando o enfretamento é contra muitos adversários, pois os ataques de controle de multidão são os mais prazerosos de usar.

    Além da jogabilidade viciante, a jornada com Yoshitaka Mine também conta com um modo de jogo com elementos roguelite e boss rush capaz de te manter fissurado. É a Arena do Inferno, desbloqueada mais ou menos na metade da história, em que há dois tipos de combate: o Inferno de Sobrevivência e o Inferno de Briga.

    O Inferno de Sobrevivência é a experiência roguelite, em que é preciso participar de uma espécie de masmorra com níveis que devem ser explorados dentro de um tempo limite. Há tesouros para serem encontrados que irão desbloquear itens de reforço passivo (os Evangelhos) e personagens para serem usados como companheiros a cada incursão. Um chefão acompanhado por diversos capangas deve ser enfrentado ao final da experiência.

    Se você morrer no Inferno de Sobrevivência, ou se o tempo acabar, perderá todos os itens e dinheiro recebidos. Se ganhar, ou se escolher fugir antes do tempo acabar, manterá tudo. Em caso de vitória, um novo nível é desbloqueado.

    Por sua vez, o Inferno de Briga é uma espécie de boss rush em que você precisa derrotar um determinado número de adversários num ringue de boxe. As lutas são individuais, mas a sua vida não é recuperada entre uma partida e outra. Além disso, é preciso vencer todas antes que o tempo acabe, tornando ainda mais desafiadora a experiência.

    A dinâmica do Inferno de Sobrevivência está bem inserida em meio à história, enquanto o Inferno de Briga é apresentado, mas não é obrigatório jogar. Apesar de agregar muito à gameplay, a justificativa para a existência da Arena do Inferno e o motivo pelo qual Mine entra nos desafios é contraditório e pouco inspirado. É um raro momento em que o enredo deixa a desejar.

    Outro ponto positivo de Dark Ties é a necessidade de trabalhar para elevar a reputação de Tsuyoshi Kanda, parceiro de Mine na trajetória dentro da Yakuza. O contexto é bem amarrado à narrativa e traz boas atividades que envolvem desde lutar contra inimigos espalhados por Tóquio, passando por fazer favores como entregar itens, comida ou encontrar algum objeto perdido pela cidade, até realizar missões específicas mais elaboradas.

    Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties traz o remake do jogo de 2009 e uma história inédita da franquia Yakuza / Like a Dragon. Crítica sem spoilers
    Mine em sua jornada para melhorar a reputação de Kanda | Créditos: Emerald Corp

    Também é um aspecto interessante oferecer a Aventura Premium ao terminar a história, pois como a duração é relativamente curta, faz mais sentido seguir com tudo o que já foi obtido para explorar Tóquio, fazer as atividades, encarar os desafios da Arena do Inferno e curtir os minigames, ao invés de reiniciar com o Novo Jogo+, também disponível. Ambos recursos estão disponíveis também para Yakuza Kiwami 3 após concluir a história.

    Para finalizar, convém destacar que assim como enfrentei um fechamento do jogo durante um diálogo em Yakuza Kiwami 3, em Dark Ties também passei pela mesma situação. O caso aqui foi no capítulo 2, também sem grandes prejuízos, mas que me obrigou a pular algumas cutscenes para voltar ao ponto do jogo onde estava quando crashou.

    Por mais que o RGG Studio e a SEGA estejam descrevendo Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties como 2 jogos em 1, é importante ter em mente que a experiência em termos de história principal é relativamente curta no game inédito. Não é um problema porque há vários atrativos e passatempos como mencionei, mas se assemelha muito ao que foi feito em Sonic x Shadow Generations (2024), e não a uma proposta de 2 jogos com a mesma dimensão de conteúdos.

    Veredito

    Yakuza Kiwami 3 entrega um remake muito bem feito com uma história rica e gameplay cheia de possibilidades, sendo mais um ótimo exemplo de equilíbrio entre lutas intensas, cutscenes que desenvolvem a narrativa com eficiência e atividades paralelas muito divertidas.

    Dark Ties, por outro lado, apresenta uma jogabilidade viciante com o protagonista Mine e traz um excelente modo de jogo roguelite na Arena do Inferno que vale cada minuto. Apesar de ser uma história curta e com um início que poderia ser mais interessante, funciona como um bom complemento que enriquece o enredo de Yakuza Kiwami 3 e servirá de base para o futuro da série Yakuza / Like a Dragon.

    Nossa nota

    4,5 / 5,0

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    Assista ao trailer:

    Ficha técnica de Yakuza Kiwami 3 & Dark Ties

    Lançamento: 12 de fevereiro de 2026

    Desenvolvido por: Ryu Ga Gotoku Studio

    Publicado por: SEGA

    Plataformas: PC (via Steam), Nintendo Switch 2, PlayStation 4, PlayStation 5 e Xbox Series X|S

    Número de jogadores: 1 a 2

    Gêneros: Aventura, Beat ‘em Up, Hack and Slash, JRPG de Ação, Minijogos

    Idiomas: Português (Brasil), Inglês, Francês, Italiano, Alemão, Espanhol (América Latina e Espanha), Japonês, Coreano, Russo, Chinês simplificado, Chinês tradicional

    Preços: Versões a partir de R$ 296,50. Uma versão demo está disponível gratuitamente em todas as plataformas.

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