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    CRÍTICA – 2ª temporada de The Pitt mantém a magia que tornou a série tão popular

    Para a felicidade dos fãs, The Pitt retorna para sua segunda temporada no dia 8 de janeiro na HBO Max. Nós tivemos acesso a nove dos 15 episódios do novo ano, e podemos dizer que o que vimos até aqui é bem promissor.

    Criada por R. Scott Gemmill, The Pitt mostra a realidade do sistema de saúde dos Estados Unidos representada na emergência de um hospital em Pittsburgh. O segundo ano marca o reencontro com os personagens após uma primeira temporada explosiva, onde a equipe teve que lidar com um grande atentado que deixou muitas vítimas e afetou a todos psicologicamente.

    E se na primeira temporada conhecemos os novatos Santos (Isa Briones), Whitaker (Gerran Howell) e Javadi (Shabana Azeez), aqui há um salto de 10 meses, mostrando os personagens mais crescidos e acostumados com a rotina do hospital.

    Já os outros profissionais estão em situações muito específicas. Dr. Robby (Noah Wyle), por exemplo, está prestes a tirar um período sabático, o que ocasiona na inserção de uma nova personagem que comandará a emergência durante sua ausência: Dra. Al-Hashimi (Sepideh Moafi).

    Dana (Katherine LaNasa), Dra. King (Taylor Dearden), Dra. Mohan (Supriya Ganesh), Dra. McKay (Fiona Dourif), Princess (Kristin Villanueva), Perlah (Amielynn Abellera), Donnie (Brandon Mendez Homer) e Dr. Langdon (Patrick Ball) também estão de volta, cada um deles lidando com suas próprias situações pessoais enquanto se doam em prol do bem de seus pacientes.

    E, mesmo com uma grande quantidade de personagens em mãos, a série ainda abre espaço para novos nomes. Ao longo dos episódios, conhecemos mais sobre a enfermeira Emma (Laëtitia Hollard) e os estudantes Ogilvie (Lucas Iverson) e Joy (Irene Choi).

    Uma das principais características de The Pitt é a habilidade de trabalhar com muitas variáveis ao mesmo tempo e, por mais confuso que possa parecer, consegue transformar o que parece um caos em cenas que fluem muito bem. Os episódios optam por apresentar vários casos em sequência, mantendo o ritmo acelerado da realidade de um hospital.

    O que poderia ser um desastre se torna coreografado, garantindo que cada situação tenha o seu devido desenvolvimento e traga algo de novo para a trama. E o fato dessa temporada se passar inteiramente durante o feriado de Fourth of July (4 de julho, dia da independência dos Estados Unidos) acrescenta uma dinâmica mais tensa, pois as emergências acabam ficando ainda mais lotadas.

    E mesmo que alguns casos tenham menos impacto do que os outros, o que importa aqui é entender mais sobre cada um desses profissionais e como essas situações adicionam na sua vida e no momento em que estão vivendo. Então, cada pequeno acontecimento desencadeia algum novo pedaço de informação que complementa o background de um dos seus personagens favoritos.

    Esse quebra-cabeça é perceptível também na troca de um atendimento para o outro, onde a câmera tradicional da primeira temporada continua seguindo os personagens dentro do espaço da emergência. É como se fizéssemos parte de cada atendimento e tivéssemos a oportunidade de presenciar a realidade difícil desses ambientes.

    Mas para além dos pacientes, a temporada também aproveita muito a presença da Dra. Al-Hashimi, que chega com a vontade de transformar esse espaço que, para os médicos e a própria audiência, já é muito familiar.

    Tanto Sepideh Moafi, quanto Noah Wyle estão excelentes em seus papéis e trazem bastante peso para a dinâmica entre seus personagens. Mais do que uma disputa de poder, eles são intrinsecamente diferentes, o que torna as interações durante os episódios muito divertidas e instigantes. 

    Créditos: Divulgação / Warner Bros.

    E, como sempre, The Pitt consegue explorar também o lado emocional dessas conexões, mostrando que há mais para ser observado do que apenas os atendimentos ao longo do plantão.

    Além deles, a dupla Dana e Emma também possui ótimos momentos. Katherine LaNasa continua incrível como Dana e aqui ocupa uma posição de mentoria ainda maior, sempre lidando com as consequências emocionais e psicológicas que esse trabalho pode causar nas pessoas.

    Mohan, Santos, Whitaker, Javadi e King continuam com grande protagonismo, mas é legal ver que Perlah, Princess e Donnie também ganham um pouco mais de espaço. Até aqui, acredito que os arcos de Whitaker e King são os mais sólidos, mas ainda há muito o que ver até o fim da temporada.

    Um dos grandes pontos positivos é que The Pitt não desacelera em abordar temas que são muito relevantes e atuais. O fato da série utilizar casos para fazer uma análise macro e importante de muitas situações que vemos na sociedade hoje segue sendo o seu grande diferencial, e torna a produção em uma voz importante na televisão mundial.

    Veredito

    Mantendo a magia que tornou a primeira temporada um sucesso, The Pitt retorna para o seu segundo ano com casos ainda mais interessantes, tramas que emocionam e a qualidade técnica que angariou fãs no mundo todo. Sem desviar de temas importantes e que precisam ser tratados, a produção continua se consolidando com um dos melhores títulos da televisão dos últimos anos.

    Nossa nota

    5 / 5

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