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    CRÍTICA – All Her Fault começa bem, mas escorrega feio no final

    All Her Fault é uma minissérie de oito episódios disponível no Prime Video. No elenco, temos Sarah Snook, Sophia Lillis, Jake Lacy, Dakota Fanning e Michael Peña entre os destaques.

    O que acontece quando misturamos atores talentosos, uma direção competente e um roteiro cheio de problemas que transforma uma minissérie praticamente em duas? A resposta é a seguinte: temos All Her Fault, um projeto que tinha tudo para ser espetacular, mas que termina irregular.

    Marissa (Sarah Snook) e Peter (Jake Lacy) tem suas vidas viradas ao avesso quando Milo (Duke McCloud), seu filho, acaba sendo sequestrado. Além de lidar com isso, o casal precisa enfrentar uma rede de mentiras que pode destruir sua família.

    Em seus quatro primeiro episódios, a minissérie consegue construir uma trama bastante interessante, com um alto grau de intensidade que nos cativa e mantém presos àqueles personagens. Isso acontece por conta do excelente trabalho de Sarah Snook, que dá um show como uma mãe desesperada que é pega de surpresa em diversos momentos. Sua dor e angústia são contagiantes. Michael Peña também está ótimo como um detetive extremamente carismático, mas que também é um leitor ambulante do roteiro, deduzindo de forma quase mágica tudo que acontece.

    Com um texto que aborda críticas sobre questões de classe, onde os mais ricos tem poder, influência e privilégios enquanto os mais pobres lutam para tentar ter o mínimo de dignidade e amor. Some-se a isso estruturas viciadas de famílias nas quais os maridos são penduricalhos que atrapalham as mães sobrecarregadas e a culpa de uma mulher que não sabe o que pode acontecer com seu filho, All Her Fault possui boas sacadas de uma história amarrada e estruturada, pelo menos em um primeiro momento…

    Do quinto episódio em diante, temos a escorregada monstra que All Her Fault dá e que quase destrói todos o bom trabalho dos realizadores. A quantidade absurda de arcos, facilitações de roteiro e mudanças bruscas das atitudes dos principais atores da minissérie são os tiros no pé que rebaixam o material.

    Os antagonistas são os maiores exemplos disso. Em uma hora, são complexos, com interesses válidos e bem escritos. Em outra, fazem tantas maldades sem sentido e batem tanto nas mesmas falas que parecem cartunescos, faltando apenas uma risada maquiavélica.

    Abordando um pouco mais a questão dos arcos, temos em Jenny (Dakota Fanning) o grande problema. Em um primeiro momento, ela é extremamente importante para a história. Contudo, depois dos quatro episódios, toda a trama da coadjuvante se esvai, criando uma minissérie paralela de uma mãe exausta com um marido paspalho que serve apenas para preencher os capítulos.

    A amiga de Marissa tem um enredo interessante, todavia, ele se perde dentro do turbilhão causado pela família Irvine. Jenny acaba sobrando da dança. Esses problemas acabam tirando pontos de All Her Fault, o que é uma pena, pois nem mesmo a grande virada final salva a série.

    Veredito

    ALL Her fault

    Irregular e altamente viciante, All Her Fault é tecnicamente excelente, mas carece de boas ideias do seu meio para o final, Ao se adaptar a era dos espectadores que ficam com o smartphone como segunda tela, a minissérie se perde na expositividade e soluções fáceis, se tornando menos marcante do que deveria.

    Nossa nota

    3.5/5.0

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    Assista ao trailer:

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