Monarch: Legado de Monstros retorna com a sua 2ª temporada ao Apple TV no dia 27 de fevereiro. E o elenco principal também está de volta: Kurt Russell, Anna Sawai, Ren Watabe, Wyatt Russell, Mari Yamamoto, Anders Holm e Kiersey Clemons continuam defendendo e explorando, em busca de encontrar um balanço entre o mundo dos humanos e dos titãs.
Se você não lembra muito bem o que aconteceu no final da primeira temporada, aqui vai um breve resumo: Cate (Anna Sawai), May (Kiersey Clemons) e Keiko (Mari Yamamoto) conseguem escapar do Axis Mundi, e Shaw (Kurt Russell) fica para trás. No retorno do grupo, eles descobrem que se passaram 2 anos desde que Cate e May entraram pela fenda, colocando a timeline da série em 2017.
A segunda temporada começa exatamente onde a primeira parou, mostrando as consequências desses 2 anos e a situação da Monarch agora. No caso de Keiko, há um acréscimo de que esse retorno representa um salto de décadas em relação ao seu desaparecimento, trazendo consequências físicas e emocionais para a personagem.
Todo o desenrolar marca, também, a reaproximação de Cate com Kentaro (Ren Watabe) e Hiroshi (Takehiro Hira). O fato de Hiroshi poder restabelecer uma conexão tanto com sua filha, quanto com sua mãe, é um arco bem-vindo e uma parte com grande conexão sentimental, evidenciando o fator humano desta temporada.
Uma outra novidade é o Titã X, um acréscimo super positivo, principalmente porque dá mais espaço para explorar a mitologia dessas grandes criaturas. Isso se estende também para outras frentes já que, como vimos na cena final da primeira temporada, Kong está agora presente na história, com a Ilha da Caveira sendo uma localização importante.
E, bom, se o primeiro ano já tinha uma quantidade significativa de tramas paralelas, a nova temporada potencializa o drama humano de uma maneira que, por vezes, não é tão benéfica. Essa amplitude não significa um desenvolvimento melhor de muitos deles, o que acaba sendo um grande deslize do roteiro.
O coração da série, a meu ver, segue sendo o arco de Keiko, Bill (Anders Holm) e Lee (Wyatt Russell) no passado. A relação dos três e todas as missões que focam na descoberta e entendimento dos Titãs continuam sendo a parte mais prazerosa da trama, pois tem como motor principal os monstros e a coexistência com a humanidade.
Essa abordagem, que foge apenas da ação exatamente por ter uma escala menor, permite uma maior exploração e conhecimento da realidade dos monstros. É o momento onde a história consegue realmente crescer e que nos sentimos mais interessados por seu desenrolar.
Mas é fato também que termos Keiko no tempo presente traz um fôlego maior para a trama moderna. Mari Yamamoto é excelente e sua personagem carrega uma grande bagagem que torna diversos momentos simples em algo mais interessante. E, obviamente, isso é fruto do excelente trabalho da trama dos anos 1950.
O mesmo se aplica a Shaw de Kurt Russell. O veterano, além de ser extremamente carismático, dá vida a um personagem que realmente tem camadas e sempre traz algo relevante para a história.
Mas para além dos dois, Cate, que tem um protagonismo significativo na primeira temporada e continua com certa importância aqui, acaba sendo um tanto subaproveitada. Apesar disso, a relação da personagem com Keiko é ótima, criando uma química muito boa em tela e alguns dos momentos mais legais das duas na temporada.

No fim das contas, ao dar ainda mais ênfase ao fator humano, a segunda temporada deixa de lado pontos que são importantes para esse universo compartilhado e aos próprios monstros em si. Isso não quer dizer, no entanto, que a produção seja menos divertida por essa escolha.
Na verdade, o entretenimento pipoca continua ótimo e o investimento em efeitos especiais parece ainda maior (arrisco dizer que até melhor do que os filmes). A série é visualmente lindíssima e, apesar de alguns episódios terem uma montagem que particularmente não me agrada, outros são tão bem amarrados que realmente incentivam o espectador a seguir assistindo.
Talvez, para uma terceira temporada, um balanço maior entre o extraordinário e a humanidade, além de uma divisão de trama mais enxuta, possam ajudar a manter a produção em um bom trilho. No geral, mesmo com os deslizes, o novo ano é uma boa continuação da primeira temporada e ainda entrega momentos muito divertidos.
Veredito
Monarch retorna para a segunda temporada com mais intensidade e repleta de consequências do seu primeiro ano. Seu elenco segue sendo o grande destaque aqui, com ainda mais espaço para explorar dramas familiares e o destino da humanidade. Num geral, a produção é um bom entretenimento, mas ainda precisa encontrar um balanço melhor entre o fator humano e os monstros.
4,0 / 5,0
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