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    CRÍTICA – O Som da Morte é o bom e velho mais do mesmo

    O Som da Morte é um longa dirigido por Corin Hardy e conta com Dafne Keen, a X-23 da Marvel, como protagonista. O filme está disponível nos cinemas brasileiros.

    A morte tem sido um personagem à parte em diversos projetos do gênero de terror, seja na forma de luto ou como uma inimiga voraz que busca suas vítimas de maneiras inventivas se utilizando de artefatos ou até mesmo do cenário em que elas estão.

    Se relembrarmos o passado recente, temos exemplos aos montes com franquias como Premonição, que voltou com seu sexto filme, ou O Macaco, conto de Stephen King que ganhou um longa-metragem em que um artefato amaldiçoado causa acidentes trágicos.

    Em O Som da Morte, temos uma trama semelhante que envolve um apito Maia que guia os personagens ao seu fim derradeiro, com um nível alto de sadismo. Após usarem o item, um grupo de jovens começa a ser perseguido por uma entidade que vai os elimina um a um, antecipando sua morte.

    Sobre os acertos, há aqui uma proposta visual interessante, com uma cidade soturna, nada convidativa, assim como sua protagonista, Chrys, interpretada por Dafne Keen, que aqui escolhe a vestimenta de adolescente traumatizada e aborrecida com tudo.

    Chrys perdeu o pai e agora vive com seu primo nerd Rel (Sky Yang). A fotografia cinza e o clima tenso são um acerto, uma vez que temos um nível de urgência que aos poucos se escala até seu ápice.

    O grau de violência também é digno de destaque, principalmente de duas cenas dirigidas de forma criativa, com gore e inventividade, algo que é sempre positivo para este tipo de projeto. Corin Hardy acerta ao usar efeitos práticos mesclados com CGI, criando takes brutais.

    Entretanto, se há inspiração em alguns períodos em O Som da Morte, na maior parte do tempo, a cartilha dos clichês de terror é seguida à risca, com personagens estereotipados, descumprimento de regras criadas pela própria obra por conveniência de roteiro, coadjuvantes com apenas um propósito narrativo que convém ao filme e vários Deus Ex-Machina que deixam lá no alto a nossa sensação de descrença.

    É inegável que O Som da Morte não queira se destacar, o que é uma pena, pois existem ótimos valores que poderiam ser melhor explorados como a utilização de uma cultura pouco explorada em Hollywood, um nível maior de envolvimento e urgência dos nossos heróis e até mesmo um aprofundamento da história, algo que uns 20, 30 minutos de tela poderiam ajudar. O que sobra? Mais um projeto genérico e desinteressante.

    Veredito

    O Som da Morte tem bons conceitos, mas peca ao vestir a roupagem genérica dos filmes de terror de shopping center que jogam seguro e não inventam nada de diferente. Um pouco mais de ousadia faria o projeto se destacar, no entanto, parece que a ideia era ser apenas mais do mesmo.

    Nossa nota

    2.8/5.0

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    Assista ao trailer:

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