O Cavaleiro dos Sete Reinos (A Knight of the Seven Kingdoms), nova série do universo de Game of Thrones, chega ao HBO Max na meia noite do dia 18 para 19 de janeiro. A produção conta com 6 episódios no total e adapta as histórias de George R.R Martin sobre a dupla Dunk e Egg, aqui interpretados por Peter Claffey e Dexter Sol Ansell.
A aventura se passa um século antes dos acontecimentos principais de GoT, apresentando a história de um cavaleiro andante e seu pequeno escudeiro. Juntos, eles rumam para Ashford para que Sir Duncan, ou Dunk, faça parte de um torneio. Como tudo nesse universo, os dois acabam se envolvendo em situações que testam as habilidades e a ética do cavaleiro.
Ao longo dos episódios, acompanhamos a amizade dos dois e todas as situações em que eles se envolvem, um direcionamento que permite a série explorar novas cores para o mundo tão rico criado por Martin.
O autor, aliás, é produtor executivo e cocriador da série ao lado de Ira Parker, o que mostra seu grande interesse em contar essa história da maneira como foi escrita nos livros, mantendo não só a fidelidade dos acontecimentos, como também o tom que inspirou a criação da trama.
Digo isso porque O Cavaleiro dos Sete Reinos compartilha pouca similaridade com as outras séries adaptadas pela HBO até aqui. E essa decisão é não só sentida pela audiência, mas também exemplificada em tela, consolidando a ideia de que a produção quer seguir um caminho novo e que se permita um divertimento diferente.
Não quer dizer que a qualidade técnica tenha decaído, ou que você não terá surpresas pelo caminho. Longe disso! Mas o grande ponto do seriado está na capacidade de se apoiar em seus excelentes personagens para conduzir uma história que é interessante à sua própria maneira.
Como nos contos de Martin, aqui nos vemos envolvidos não só pelas atitudes, mas também pelos pensamentos dos personagens, vivendo com eles cada pequena descoberta ao longo do caminho. Apesar de Dunk e Egg parecerem muito diferentes para que uma amizade funcione, intrinsecamente são esses paralelos que tornam a relação deles tão legal de acompanhar.
E por isso, quando falamos de destaques, Peter Claffey e Dexter Sol Ansell são realmente os nomes que vem à cabeça. Além de estarem em cena praticamente o tempo todo, a dupla tem uma ótima sintonia em tela, entregando muitos momentos genuinamente engraçados.
Para os fãs que amam esse universo assim como eu, é ótimo ver a adaptação de personagens que tanto ouvimos falar nos livros. Lyonel Baratheon, interpretado por Daniel Ings, é uma grata surpresa e me lembrou por que a Casa Baratheon merecia ter um pouco mais de espaço nas adaptações de GoT.
O mesmo podemos dizer das atuações de Bertie Carvel e Shaun Thomas, como o Príncipe Baelor e Raymun Fossoway, respectivamente. Ambos estão muito bem em seus papéis e adicionam mais complexidade aos acontecimentos.
E é exatamente por contar com tantos personagens marcantes que O Cavaleiro dos Sete Reinos poderia ser uma série um pouco maior em duração. Por se tratar de 6 episódios com uma média de 35 a 40 min, fica aquela sensação de que existia mais para ver e explorar, principalmente pela ótima proposta de buscar um tom específico para a produção. Fica a expectativa para o segundo ano, já confirmado pela HBO.
Veredito
O Cavaleiro dos Sete Reinos chega com a tarefa de relembrar o público como o universo de Game of Thrones é amplo, repleto de nuances e de cores. Nem todas as adaptações precisam ter o mesmo tom da série clássica, e nem seguir o óbvio para ter sucesso na forma de contar boas histórias. É uma produção com uma abordagem muito própria, que mantém um legado, mas abre um leque de oportunidades para o futuro.
4 / 5
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