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    CRÍTICA – Daisy Jones & The Six é um bom show, mas poderia ser arrebatador

    Daisy Jones & The Six é a nova série original do Prime Video inspirada no romance homônimo de Taylor Jenkins Reid. A produção estará disponível no streaming no dia 3 de março, mas você já pode conferir a nossa crítica sem spoilers.

    Sinopse de Daisy Jones & The Six

    Daisy Jones & the Six segue a história da icônica banda dos anos 1970, liderada por dois cantores rivais, mas carismáticos, Daisy Jones (Riley Keough) e Billy Dunne (Sam Claflin). Atraídos pela química pessoal e artística, sua complicada parceria musical catapultou a banda da obscuridade para uma fama inacreditável.

    E então, depois de um show esgotado no Soldier Field de Chicago, eles de repente desistiram. Agora, décadas depois, os membros da banda finalmente concordam em revelar a verdade. Com a trilha sonora da música original de Daisy Jones & The Six – esta é a história de como uma banda icônica implodiu no auge de seus poderes.

    Análise

    Daisy Jones & The Six possui uma ótima premissa, com uma trama que é criada para ser um hit. Baseada no best-seller de Taylor Jenkins Reid, a produção acompanha a banda de mesmo nome durante sua ascensão meteórica nos charts dos Estados Unidos. Entretanto, sucesso não significa felicidade, o que leva o grupo a passar por altos e baixos ao longo dos 10 episódios da série.

    Com ótimas músicas e uma série de acontecimentos realmente interessantes, filmados em formato de docussérie, a produção do Prime Video tinha tudo para, mais do que apenas entreter, encantar a audiência. Entretanto, com alguns episódios não tão bons, a série acaba perdendo boas oportunidades.

    Um dos principais gargalos está na sintonia dos atores principais. Riley Keough e Sam Claflin, infelizmente, não convencem na dinâmica de atração pessoal e artística. Riley é uma ótima cantora, mas a direção parece não conseguir conduzi-la a entregar uma grande atuação nos momentos que requerem um pouco mais de sentimentalismo (que são muitos).

    Sam Claflin é um bom ator, e isso é perceptível em outros trabalhos de sua carreira. No entanto, aqui ele dá vida a um personagem um tanto peculiar, que parece frear o seu potencial ao longo da trama. Billy oscila entre o rancor e a culpa em tempo integral, e mesmo nos momentos mais afetuosos, parece que há algo que Claflin não se sente confortável para alcançar.

    CRÍTICA - Daisy Jones & The Six é um bom show, mas poderia ser arrebatador
    Créditos: Divulgação / Prime Video

    Alguns episódios são melhores do que outros, o que acontece em qualquer seriado. Porém, a diferença de sintonia entre os atores principais é perceptível em diversos momentos, o que acaba beirando a falta de química completa em inúmeros arcos da história. Sendo eles os grandes protagonistas da produção, é difícil não se sentir um pouco frustrado com a falta de faísca entre os dois.

    Os primeiros episódios são os mais arrastados em termos de acontecimentos, pois precisam apresentar todo o elenco principal envolvido na produção. Além de Daisy e Billy, Camila (Camila Morrone), Karen (Suki Waterhouse), Graham (Will Harrison), Eddie (Josh Whitehouse), Warren (Sebastian Chacon), Teddy (Tom Wright) e Simone (Nabiyah Be) também precisam ter tempo de tela para explicarem seu histórico e motivações.

    Com esse desafio em mãos, os roteiristas apresentam bem o leque de personagens, e conseguem traçar uma personalidade interessante para cada um deles. E, mesmo tendo um tempo de tela menor do que Daisy e Billy, alguns deles roubam a cena e se tornam o ponto alto da produção. É provável que esse também seja um adendo que coloca ainda mais em foco na falta de sintonia entre Riley e Sam.

    Camila Morrone é, sem dúvidas, uma das maiores surpresas em Daisy Jones & The Six. Além de sua personagem ser interessante e bem desenvolvida, a atriz consegue entregar os momentos mais profundos da produção. O fato de Camila ser extremamente simpática, e sua personagem ter uma história tão bem ancorada, torna a personagem mais atrativa do que os protagonistas da história.

    Créditos: Divulgação / Prime Video

    Outra atriz que chama muita atenção é Nabiyah Be. Mesmo que sua personagem não faça parte da banda, os showrunners encontraram espaço para desenvolver sua história e sua carreira em alguns momentos da produção. Devo dizer que Simone é uma das personagens que eu mais gostei e adoraria assistir a um spin-off focado apenas nela.

    No núcleo de apoio, todos conseguem cumprir seu papel e, em grupo, o elenco funciona muito bem. As cenas que se passam durante as apresentações da banda, embaladas pelas ótimas músicas do álbum Aurora, quebram um pouco o ritmo frenético das brigas e dramas que envolvem os integrantes, o que em vários momentos é muito bem-vindo.

    Acompanhar a construção do álbum também é algo muito legal, porque cria paralelos não só com o Fleetwood Mac, como também com a realidade de outros grandes grupos musicais que acabaram por divergências internas. Assistir os integrantes compondo e criando músicas juntos é muito bacana, sendo essas as cenas mais divertidas da série.

    Veredito

    Daisy Jones & The Six é uma boa série, mas não consegue alcançar todo o seu potencial. Com algumas derrapadas ao longo da execução, a produção do Prime Video possui diversas oportunidades perdidas. Ainda assim, o seriado é um bom entretenimento e vale a pena ser assistido.

    Nossa nota

    3,8/5,0

    Assista ao trailer:

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