Os Roses: Até Que A Morte os Separe (The Roses) chegou aos cinemas de todo o Brasil no dia 28 de agosto. Com direção de Jay Roach e roteiro de Tony McNamara, o longa é uma releitura moderna do clássico The War of the Roses, livro escrito por Warren Adler.
A obra já havia sido adaptada para o cinema em 1989 no longa A Guerra dos Roses, dirigido por Danny DeVito e protagonizado por Michael Douglas e Kathleen Turner. A nova versão, por sua vez, conta com Olivia Colman, Benedict Cumberbatch, Kate McKinnon, Andy Samberg, Ncuti Gatwa e Sunita Mani no elenco principal.
Na história, Ivy (Olivia Colman), uma chef de cozinha, e Theo (Benedict Cumberbatch), um arquiteto, vivem um daqueles casos de amor à primeira vista. Ambos estavam insatisfeitos com suas vidas e profissões e, em um encontro arrebatador proporcionado pelo destino, resolvem construir uma vida juntos.
10 anos depois acompanhamos o que, de fato, aconteceu com esse casal. Ivy e Theo estão casados, com filhos e se mudaram da Inglaterra para a Califórnia. Ele se tornou um grande arquiteto, e ela passa o tempo com os filhos, fazendo receitas deliciosas que nunca chegam ao conhecimento do público.
A vida parece perfeita e eles mantêm uma relação saudável, com apoio mútuo e muito amor. Entretanto, acontecimentos inesperados obrigam o casal a trocar os papéis, mantendo Theo mais próximo do cuidado com os filhos e Ivy focada no trabalho profissional. Essa reviravolta também tem reflexos no casamento, que acaba perdendo seu balanço natural e levando os dois a um caminho sem volta.
Os Roses tem um ótimo subtexto sobre relacionamentos e ganha muito com o fato de Olivia e Benedict serem perfeitos para os papéis. Ambos os atores estão no hall dos melhores de sua geração e conseguem entregar a esses personagens características que são potencializadas pelo roteiro de McNamara.
É seguro dizer que os diálogos entre os dois e a construção dessa tensão no relacionamento são os grandes destaques do texto. As cenas dos dois juntos conseguem transmitir a dimensão que esses pequenos desencontros têm causado não só na forma como eles agem um com o outro, mas como se enxergam enquanto indivíduos.
Afinal, quando boa parte da sua vida e rotina é construída em cima de um papel, é fácil se sentir perdido e despedaçado. Isso é bem explorado pelo personagem de Benedict, Theo, que vê sua carreira desaparecer do dia para a noite sem um possível plano de retomada. Já para Ivy, o lado mais leve e divertido da trama, a realização de um sonho é uma grande novidade, mas vem acompanhada da saudade e ressentimento por não poder estar tão próxima dos filhos.
No fim, Os Roses consegue explorar muito bem esses fatores emocionais, escalando para um arco final de puro nonsense que mistura comédia e drama. Olivia e Benedict estão em completa sinergia e é bem provável que a cena do jantar seja um dos pontos mais comentados por todas as pessoas que assistirem ao filme.
Entretanto, por mais que essa construção seja bem estruturada e costurada no âmbito emocional, Os Roses não consegue construir personagens secundários satisfatórios ou grandes situações que fujam do um a um com os protagonistas. Kate McKinnon e Andy Samberg, por exemplo, são o “alívio cômico” do filme, mas de uma maneira escrachada e um tanto boba, o que infelizmente não agrega muito à história.
Mesmo assim, é uma comédia que entretém e tem nos seus protagonistas o seu grande show.
Veredito
Olivia Colman e Benedict Cumberbatch são a combinação perfeita em Os Roses. Com um timing de comédia impecável e um bom subtexto, a produção é uma comédia que entretém e que tem em sua dupla principal o seu grande trunfo.
3,7 / 5,0
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